Aline Calixto lança terceiro disco, Meu Ziriguidum, no Teatro Rival Petrobras

Foto: Henrique Gualdirei

Cantora e compositora nascida no Rio mas radicada em Minas Gerais desde criança, Aline Calixto vai lançar seu terceiro disco intitulado Meu Ziriguidum(independente), dia 20 de agosto no Teatro Rival Petrobras.

A cantora afinada que começou no samba e ganhou a simpatia e o apreço dos mais respeitados bambas do gênero musical mais popular do país mostra, neste álbum, que também é compositora (e de mão cheia, diga-se de passagem). Mais madura e segura tanto do seu canto quanto do caminho que deseja seguir, Aline deu ao disco o nome de uma canção composta por ela em parceria com Gabriel Moura. Tal canção abre o disco e retrata a mulher moderna que vai pro samba do jeito que quer sem qualquer preconceito ou puder. Os primeiros versos já denotam claramente esta segurança: Eu vou pra batucada / Eu vou de coração / Eu vou de madrugada / Eu vou com você ou não.

Se desde o início de sua carreira Aline Calixto vem divulgando o samba de raiz e flertando com as variações do gênero, neste trabalho ela começa a abrir portas para canções mais populares e também mostra arranjos contemporâneos que dialogam diretamente com a escola musical mineira, famosa pela riqueza harmônica.Meu Ziriguidum tem onze faixas, produção assinada por Paulão 7 Cordas e Thiago Delegado e as participações de Zeca Pagodinho,  Alindo Cruz e do rapper paulistano Emicida que faz um belo dueto com Aline na releitura do clássico imortalizado por Clara Nunes, Conto de Areia.

Nestes shows, Aline Calixto estará acompanhada de uma super banda formada pelos músicos: Thiago Delegado (violão 7 cordas e direção musical), Dudu Braga (cavaco), Aloizio Horta (baixo), Robson Batata (percussão), Ricardo Acácio (percussão), Fabio Martins (percussão), Rodrigo Carioca (bateria), Manu Dias e Dolly Piercing (backing vocal) e Sergio Danilo (sopros).

Aline lançou seu primeiro registro fonográfico em 2009 (Warner Music) e, desde então, cresce aos olhos do público e da mídia. Logo no álbum de estreia,  a artista ganha o prêmio APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) na categoria ‘melhor disco do ano’. Em 2011, seu segundo álbum, Flor Morena (Warner Music) ganha notoriedade nacional quando a música que batiza o disco entra na trilha sonora de uma novela das 21h (Fina Estampa/TV Globo). A artista já foi indicada algumas vezes e em categorias distintas ao Prêmio da Música Brasileira.

Sobre Meu Ziriguidum:
Meu Ziriguidum tem onze faixas, produção assinada por Paulão 7 Cordas e Thiago Delegado e as participações de Zeca Pagodinho,  Alindo Cruz e do rapper paulistano Emicida que faz um belo dueto com Aline na releitura do clássico imortalizado por Clara Nunes, Conto de Areia.  Assim como a produção do álbum uniu duas gerações, o repertório também teve essa preocupação. Composições dos renomados Arlindo Cruz, Moacyr Luz e  Serginho Beagá se misturam com as de jovens autores como Rogê, João Martins e Leandro Fregonese.

É da dupla de veteranos Moacyr Luz e Délcio Luiz a segunda faixa do disco, No pé miudinho, que traz a participação de Zeca Pagodinho. Um samba que se ‘auto exalta’ através de um personagem tipicamente caracterizado. Na sequencia, um samba do jovem compositor Leandro Fregonesi chamado Entre você e eu que retrata claramente o término de um romance motivado pelas graves diferenças entre o casal, logo, sem volta.

A quarta faixa do disco, Papo de Samba, composta pelo trio Carlos Caetano, Moisés Santiago e Flavinho Silva, foi gravada no início da década de 2000 pela turma do Fundo de Quintal e é um samba divertido cuja letra faz alusão a um personagem suburbano e suas peripécias cotidianas. Toda Noite é a composição mais cadenciada do álbum e conta com a participação de Arlindo Cruz. Com letra do próprio em parceria com Maurição, este samba fala daquele amor que apesar de não estar mais ao lado, não sai da mente. Já Ibamolê, de Serginho Beagá, é um samba-ijexá repleto de ruídos rítmicos oriundos da religiosidade afro-brasileira e fala do encontro de um pescador com Oxum, a orixá que reina nas cachoeiras.

A sétima faixa do disco é uma ode à mulher brasileira. Com letra de Arlindo Cruz e Rogê, Musas, é um samba exaltação ao feminino. Em Pedreira, a resistência do amor é cantada através de versos fortes como Se o meu amor tivesse um fim / Não era pra recomeçar / Nao era para implorar / Um calor de um beijo seu / Custe o que custar / Vai pagar pra ver.

A décima canção do álbum, Lenda das Matas, composta por João Martins e Raul Dicaprio, é um samba com referências da Umbanda e faz alusão a personagens do folclore brasileiro numa história rica e cheia de mistérios.

Encerrando o terceiro disco de Aline Calixto, em total clima de festa, o samba de Serginho Beagá, Eu sou assim. Os instrumentos que fizeram deste ritmo um dos mais festivos do planeta são exaltados nos versos desta canção. Meu Ziriguidum, como o próprio nome indica, tem samba na rima, no batuque e nos arranjos. O álbum não tem a intenção de ser um disco de samba tradicional, ao contrário, é um álbum de samba em perfeita simbiose com seus gêneros irmãos como pagode, ijexá e o rap. Meu Ziriguidum é atitude carregada de swing, sensualidade, malemolência e liberdade.

Serviço:

Show de lançamento do terceiro disco de ALINE CALIXTO, Meu Ziriguidum:
Dia: 20 de agosto
Local: Teatro Rival Petrobras 81 anos – Rua Álvaro Alvim, 33/37 – Cinelândia / RJ
Horário do show: 19h30
Valores dos ingressos: R$ 60 (inteira) l R$ 40 (preço promocional para os 200 primeiros pagantes) l R$ 30 (meia- entrada)
Capacidade do local: 458 pessoas
Classificação: 16 anos
Mais informações: (21) 2240-4469
Site Oficial: www.alinecalixto.com.br

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