Aclamado show de Elza Soares chega ao Rio em dezembro

Acompanhada por 14 músicos, a cantora leva ao Teatro Oi Casa Grande as canções de “A Mulher do Fim do Mundo”, primeiro disco exclusivamente de inéditas de sua carreira, indicado a três categorias no prêmio APCA

Dona de uma das vozes mais singulares da música popular brasileira, a cantora Elza Soares apresenta pela primeira vez no Rio de Janeiro a turnê do disco “A Mulher do Fim do Mundo” (Circus/Natura Musical), nos dias 1 e 2 de dezembro, no Teatro Oi Casa Grande. Com três indicações ao prêmio APCA (Associação Paulista dos Críticos da Arte) 2015 – nas categorias “Disco”, ‘Show’ e ‘Produção e direção artística’ – e enaltecido pela crítica especializada, o álbum é o primeiro da artista composto somente por canções inéditas, fruto do encontro dela com a estética musical contemporânea de São Paulo. O download gratuito do disco está disponível no site www.amulherdofimdomundo.com ; ingressos para o show estão à venda no www.ingresso.com.

O espetáculo, com direção de arte de Anna Turra, reúne no palco o grupo de músicos integrantes do núcleo criativo do álbum, formado por Kiko Dinucci, Marcelo Cabral, Rodrigo Campos, Romulo Fróes e Felipe Roseno, além da participação especial do naipe de sopros da Banda Bixiga 70, do Quadril – Quarteto de Cordas e do cantor Rubi, sob direção geral do baterista e produtor Guilherme Kastrup. O repertório contará com todas as composições do novo trabalho, assim como alguns clássicos da discografia da cantora rearranjados pela banda.

O projeto, que incluiu a gravação do disco e os primeiros shows de lançamento, foi selecionado pelo primeiro edital Natura Musical dedicado exclusivamente à cena de São Paulo, com apoio do ProAC-ICMS (Programa de Ação Cultural).

A MULHER DO FIM DO MUNDO – O álbum
A carreira de Elza Soares sempre foi pautada pela ousadia, seja pela maneira de cantar, pela atitude no palco ou pelas escolhas artísticas. No álbum “A Mulher do Fim do Mundo” (Circus/Natura Musical), nas lojas físicas e virtuais desde o dia 3 de outubro de 2015, a cantora deu mais um salto ao se unir à vanguarda musical paulistana, no primeiro trabalho de sua trajetória composto somente por canções inéditas.

A inovação se evidencia também na sonoridade do disco – o 34º de uma carreira que já ultrapassa a marca de seis décadas –, proporcionada por um time de músicos idealizado e montado especialmente para o projeto pelo produtor e baterista Guilherme Kastrup. Com o núcleo criativo formado por Kiko Dinucci (guitarra), Marcelo Cabral (baixo), Rodrigo Campos (guitarra), Felipe Roseno (percussão), Celso Sim (direção artística) e Rômulo Fróes (direção artística), nomes conhecidos da cena paulista, o projeto traz onze faixas que transgridem  gêneros diversos, como samba, punk, rock e eletrônico, em arranjos sobrepostos por timbres arrojados, ruídos, distorções e dissonâncias.

Elza Soares é uma artista viva e corajosa acima de tudo. Não tem medo de nada! Nada é moderno demais pra ela. Nenhuma dissonância a assusta, nenhuma distorção a intimida. Com fome do novo, se transforma sempre”, enaltece Kastrup.

“Eu acho que o Brasil merece um disco assim, ousado, sem medo de dizer palavrão. Acredito que o disco vai servir de inspiração para outros artistas”, aposta a cantora.

O embrião do álbum surgiu em 2011, quando o produtor e o grupo realizaram o show de lançamento do disco EslavoSamba, de Cacá Machado, com participação de Elza. Pouco tempo depois, o projetofoi inscrito e contemplado pelo edital da Natura Musical. 

“Conheço a Elza pessoalmente há uns 15 anos e sempre tive o desejo de realizar um projeto com ela. Depois do show que fizemos juntos, amadureci essa ideia do disco de inéditas, já pensando nos compositores e músicos paulistas que admirava”, recorda o produtor.

Gravado no Red Bull Studio São Paulo, em 2015, o álbum tem o samba como ponto de partida, mas, acima de qualquer limite de gênero, seus pilares fundamentais são a liberdade de criação e de expressão.

“Fazer pela primeira vez na vida um disco só de inéditas, depois de tantos anos na estrada, já foi pra mim uma grande surpresa. Fui muito feliz em todo o processo porque esse projeto foi feito exclusivamente para mim”, conta Elza, ressaltando que a nova experiência, em comparação com outros trabalhos, exigiu uma dedicação maior, mas, ao mesmo tempo, permitiu mais autonomia nas interpretações.

“Como são músicas que nunca tinha ouvido antes, precisei estudá-las mais a fundo. São arranjos muito caprichosos, com uma pegada rock ‘n’ roll, e eu tinha que estar muito segura para dar conta. Por outro lado, senti uma liberdade de criação muito grande. Foi bom para ver que os caminhos não se esgotam”, revela.

Confeccionadas sob medida para a voz de Elza, as canções levam a assinatura tanto de integrantes da banda quanto de outros compositores incensados da cidade, como José Miguel Wisnik, Cacá Machado, Clima, Douglas Germano e Alice Coutinho. São letras críticas, mais do que atuais, que jogam luz sobre a vida urbana de São Paulo, a partir de temas como transsexualidade, violência doméstica, narcodependência, a crise da água e a morte.

“Foi um prazer trabalhar com a Elza porque ela é uma artista extremamente generosa e não tem medo de nada que é novo. Foi um dos processos criativos mais intensos de que já participei. Gravamos os arranjos base em uma semana e a Elza gravou a sua parte em pouquíssimos dias”, conta o produtor. 

SERVIÇO
Datas: 1 e 2 de dezembro.
Horário: 21h30.
Local: Oi Casa Grande – Av. Afrânio de Melo Franco, 290 – Leblon.
Classificação etária: 18 anos
Bilheteria funciona de terça a domingo, das 15h às 21h, e aos domingos, das 15h às 19h.
Aceitamos todos os cartões de credito e débito.
Telefone da bilheteria: 2511-0800.

Preços:
Plateia VIP: R$ 160,00 (inteira) / R$80,00 (meia)
Camarote: R$ 160,00 (inteira) / R$80,00 (meia)
Plateia Setor 1: R$ 140,00 (inteira) / R$70,00 (meia)
Balcão Setor 2: R$ 100,00 (inteira) / R$50,00 (meia)
Balcão Setor 3: R$ 80,00 (inteira) / R$ 40,00 (meia)

Vendas online – www.ingresso.com

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