“Acabou o pó” – Quando o cotidiano diverte em curta temporada no Teatro Ipanema

Acabou o pó - foto: Janderson Pires
Acabou o pó - foto: Janderson Pires

Foram quatro temporadas seguidas com sessões LOTADAS. No Teatro Cândido Mendes, Teatro Miguel Falabella, Imperator e TEATRO DO SESI que fizeram a comédia ACABOU O PÓ uma das melhores do ano de 2014 e 2015.  De Daniel Porto (O Pastor), e direção de Vilma Melo, arrancou muitas e boas gargalhadas da plateia que lotou várias sessões dos teatros da zona sul, centro e zona norte do Rio. Dois homens, os atores Leo Campos  (Nena) e Alexandre Lino ( Kelly) interpretando duas mulheres suburbanas, sem caracterização,  que têm conflitos com marido, ex-marido e filhos. Uma ideia simples que o púbico e critica aprovaram no Rio como também no Festival Internacional de Teatro de Curitiba onde a peça contou com apresentações lotadas.  ACABOU O PÓ volta agora em clima de despedida para mais uma curta temporada, dessa vez em Ipanema, para seguir sua trajetória de sucesso percorrendo outras regiões do Rio. 

A comédia ACABOU O PÓ, é um espetáculo que parte de um único princípio: a diversão. Inspirado em situações cotidianas, a peça, parte da seleção de histórias reais do dia-a-dia de mulheres simples.   Duas donas de casa do subúrbio carioca que, em meio à fofoca básica diária, encontram tempo para os afazeres domésticos. A inversão de prioridades traduz bem o cotidiano de Nena e Kelly, que com muito humor, falam de suas vidas, filhos, problemas financeiros, maridos e ex-maridos, além, é claro, da vida alheia.

Observar a vida como uma espécie de voyeur é ainda hoje uma das manifestações mais comuns na humanidade e nossas protagonistas, donas de casa, não fogem à regra. São moradoras do subúrbio carioca e entre os afazeres domésticos, o trabalho e o cuidado com os filhos reservam o seu tempinho para se visitarem. Flertando com o Besteirol e a comédia de costumes a peça é denominado por seu ator como “uma comédia documental” por sua retratação fiel a realidade observada pelo próprio.

O autor Daniel Porto, de apenas 23 anos, está em seu quarto texto. O primeiro foi O Pastor, um documentário cênico que cumpriu cinco temporadas de sucesso de crítica e público no Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba. Sobre ACABOU O PÓ diz: “Quis fazer algo bem diferente de O Pastor, que questionava sobre o movimento neopentecostal no Brasil e era bastante provocativo.  Acabou o Pó são falas simples de duas donas de casa. Também gosto de algo mais “descompromissado”.  O maior compromisso é com o riso e a realidade’’.

Para o ator e produtor Alexandre Lino (O Pastor, Domésticas, Piquenique no Front, Nordestinos e O Duende) “fazer humor é uma troca onde a resposta e aceitação do público não se mascara. Se o público gosta ele rir sem fazer cerimônias”.  E segundo o ator Leo Campos (Piquenique no Front e As Mulheres da Rua 23) “o grande negócio de fazer comédia é que ganha público e atores, porque a diversão é recíproca. Na plateia e no palco”.

A diretora Vilma Melo conta que foi escolhida. “Eles chegaram com a proposta pronta de serem dois homens no palco e eu topei. As personagens são mulheres absolutamente normais e o texto feito por dois homens acaba tendo uma ótica masculina. Isso é muito bom.”

SINOPSE:   Duas donas de casa do subúrbio que, em meio à fofoca básica do dia a dia, encontram tempo para os afazeres domésticos.          

SERVIÇO 
Texto: Daniel Porto
Direção: Vilma Melo
Local: Teatro Ipanema – (Rua Prudente de Moraes, 824)
Curta Temporada (de 04 a 25 de Novembro / 9 e 16 de dezembro às 21h – Quartas)
Valor: R$ 40,00
Gênero: Comédia
Elenco: ALEXANDRE LINO (Kelly) e LEO CAMPOS (Nena)
Informações: (21) 2523-9794
Classificação: 12 ANOS
Duração: 60 minutos
Capacidade: 260 lugares
Horário da Bilheteria: Segunda a sábado das 13h às 20h.
Mais informações: www.acabouopo.com.br
Realização: Cineteatro Produções. 

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