Abayomy faz quatro shows gratuitos no Circuito Cultural Rio

Abayomy (foto: João Salomão)
Abayomy (foto: João Salomão)

Idealizado pela Prefeitura do Rio, o Circuito Cultural Rio conta com mais de 700 atrações, selecionadas e patrocinadas por meio dos editais da Secretaria Municipal de Cultura, que serão apresentadas em mais de 100 espaços culturais espalhados por toda a Cidade, além dos eventos que acontecem ao ar livre. Com peças de teatro, exposições, shows, espetáculos de dança, atrações circenses, eventos de gastronomia, manifestações de rua, saraus, bailes e afins, o Circuito Cultural Rio vai possibilitar uma experiência integral da diversidade cultural carioca. 

Especialmente arregimentada para a primeira edição carioca do FELA DAY, em outubro de 2009, a ABAYOMY estabeleceu, desde então, uma carreira sólida, com shows cada vez mais requisitados.

O disco de estreia teve a produção de André Abujamra e reuniu seis composições próprias: “Eru”, canção que abre o disco; “Malunguinho” e “Obatalá”, que vêm na sequência, ambas saídas dos terreiros e de origem popular.

Se no primeiro álbum foi sentido, por parte da banda, uma grande reverência ao afrobeat, o que os ouvidos encontram agora é uma apropriação do gênero. Elementos externos enriqueceram ainda mais o encontro para esse álbum. Pode-se dizer também um clichê: neste álbum há um encontro maior entre a música africana e a brasileira.

A cantora Céu, quando gravou uma participação para a Abayomy, convidou-os a realizarem alguns shows com ela. O álbum conta também com as participações do percussionista e cantor Otto, parceiro de outros trabalhos dos músicos da Orquestra; Tony Allen, baterista nigeriano que é lenda viva do afrobeat, que está presente na faixa Tony Relax, uma levada jazzística muito da gostosa; e Pupilo, como baterista, junto aos parceiros Nação Zumbi e Jorge Du Peixe, participam da faixa Vou Pra Onde Vou.

A música, feita no Brasil por questões históricas, sempre teve muito da África. Mas é perceptível no álbum as influências colhidas no show que realizaram em homenagem ao Maestro Abigail Moura que, em 1942, fundou a Orquestra Afro-Brasileira, que promovia o encontro de instrumentos da tradição ocidental e instrumentos afro-brasileiros, como o agogô e o berimbau. O álbum foi gravado no Rio de Janeiro e todos os encontros para a sua realização foram ótimos.

A Orquestra se apresentou nos principais palcos e eventos do Brasil, como Circo Voador (Rj), Fundição Progresso (RJ), Virada Cultural de SP, Sesc Pompéia (SP) Teatro Oi Brasília (DF), Parque de Inhotim, Centro Cultural Granfinos (MG), Cine Teatro Solar em Salvador (BA), Festival de Inverno SESC – RJ,  dentre outros. Além de já ter sido contemplada com os principais editais de fomento à cultura, entre eles o Fomento Carioca e o Circuito Caixa Cultural.

SERVIÇOS:

Entrada Franca

03/09 – Méier

Festival Viva Abdias!
Jardim do Méier Rua Arquias Cordeiro, s/n / 21h
Participação Especial: Carlos Negreiros e Doralyce
Local aberto – sujeito a lotação do espaço.

11/09 – Botafogo

Festival Plantar
Rua Henrique de Novaes, Botafogo | 15h
Participação Especial: Carlos Negreiros
Local aberto – sujeito a lotação do espaço.

23/09 – Maré

Centro de Artes da Maré (CAM) 
Rua Bittencourt Sampaio, n° 181, Nova Holanda, Maré | 20h
Participação Especial: Doralyce
Lotação: 150 lugares

 28/09 – Pedra de Guaratiba

Arena Chacrinha
Rua Soldado Elizeu Hipólito, 138 – Guaratiba | 19h
Participação Especial: Doralyce
Lotação: 330 lugares

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