A vida de Dr. Antonio contada por elle mesmo

O espetáculo “A Vida de Dr. Antônio Contada Por Elle Mesmo” trata-se de uma adaptação do livro “Memórias de um Rato de Hotel”, creditado ao cronista carioca Paulo Barreto, mais conhecido como João do Rio, considerado um dos melhores observadores nas formas de se vivenciar a cidade do Rio de Janeiro do início do século XX.

Dr. Antônio foi um célebre ladrão que ficou famoso por seus roubos inteligentes em diversos hotéis, onde se hospedava com identidades diferentes. O verdadeiro nome do Dr. Antônio era Arthur Antunes Maciel, gaúcho de família respeitável levado ao crime por não resistir à vida fácil e ao amor das mulheres. Suas histórias são dotadas de muita esperteza. É um relato de extrema sinceridade, narrado por ele mesmo, quando estava preso na Casa de Correção, um ano antes de sua morte, aos 43 anos.

Dr. Antônio ou João do Rio? A primeira edição de Memórias de um Rato de Hotel saiu em 1912 pela Gazeta de Notícias. Apenas três exemplares remanescentes são conhecidos ainda hoje. O exemplar usado para a edição da Babel traz em sua folha de rosto uma observação manuscrita do seu proprietário original, o crítico literário Francisco Prisco, dizendo que o autor verdadeiro do livro é João do Rio. Para fornecer dados aos leitores atuais, a Babel chamou o bibliófilo Plinio Doyle para escrever a nota prévia, o escritor e pesquisador João Carlos Rodrigues, biógrafo de João do Rio, para assinar o prefácio e ainda inclui na edição, uma crônica de João do Rio sobre o ladrão Dr. Antônio.

O espetáculo se norteia por dois pilares, sendo o primeiro de cunho histórico e cultural, uma vez que a peça é baseada no livro “Memórias de um rato de hotel”, de João do Rio, escrito no início do século XX, época da reforma urbana conduzida pelo prefeito Pereira Passos na cidade.

O objetivo é apresentar a montagem num espaço que esteja intimamente relacionado à história do Rio de Janeiro e aos anos em que a trama se passa. O trabalho da Cia Bélica se caracteriza por manter sempre presente a ideia do coletivo e do indivíduo; e, através da ocupação e da interação com a arquitetura do espaço, a proposta é não ter apenas uma peça teatral, mas uma experiência cênica em que os espectadores estejam incluídos.

E, dentro da premissa de ocupação do espaço urbano, trazer este público para o Paço Imperial, no centro do Rio, torná-lo parte ativa deste ambiente através de um espetáculo absolutamente popular e, ao mesmo tempo, repleto de informações sociais, políticas, econômicas e históricas. Para que o espetáculo seja itinerante, solicitamos o uso da Sala dos Archeiros, do Pátio e do entorno do Paço Imperial, área de efervescência turística, com grande fluxo de visitantes.

Com linguagem popular e um espírito cômico que permeia a trama, o espetáculo se comunicará diretamente com a plateia carioca que busca entretenimento aliado à experimentação, independente de classes sociais e faixa etária. Além disso, o texto da peça é um retrato do Rio antigo.

FICHA TÉCNICA

DIREÇÃO ARTÍSTICA
CESAR AUGUSTO

DRAMATUGIA
FELIPPE VAZ

DIREÇÃO MUSICAL
MURILO O’REILLY

CENOGRAFIA
BIA JUNQUEIRA

ILUMINAÇÃO
GENILSON BARBOSA

FIGURINOS
ANTÔNIO GUEDES

DIREÇÃO DE MOVIMENTO
LU BRITES

DREÇÃO DE PRODUÇÃO
SIMONE VIDAL
TATY MARIA

MARKETING
INOVA BRAND – MAURICIO TAVARES E SÉRGIO LOPES

REALIZAÇÃO
ARRASTÃO DE IDEIAS

BÉLICA CIA

André Rosa
Breno Motta
Dani Cavanellas
Danilo Rosa
Felipe Frazão
Flavia Coutinho
Romulo Chindelar
Sarah Lessa Victor Albuquerque

SERVIÇO

ESTREIA 01 ABRIL

PAÇO IMPERIAL
Praça Quinze de Novembro, 48
Centro, Rio de Janeiro

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