Entrevista com Chacal do Sax

Aos 31 anos de idade, Jonathan Fernandes Vieira, conhecido como Chacal do Sax, é o novo destaque do cenário musical carioca. Nascido e criado no Lins de Vasconcelos decidiu apostar na carreira solo, depois de fazer parte do tradicional grupo de pagode Fundo de Quintal.  Em entrevista ao Sopa ele contou pra nós sobre como começou esse amor pelo instrumento e sobre as novidades da carreira solo.

Sopa Cultural: Como foi que o Jonathan se tornou Chacal? De onde veio esse nome?
Chacal: Então, o nome Chacal veio da minha comunidade, Lins de Vasconcelos. Comecei a tocar instrumento de sopro e, na época, tinha um programa de calouro no SBT com um rapaz que tocava corneta e o apelido era Chacal. Aí a rapaziada começou a me chamar assim!

Normalmente os adolescentes preferem violão ou cavaquinho, não teve um estranhamento? Aliás, como foi que o Sax entrou na sua vida?
Não, pelo contrário. Tive uma total identificação com o instrumento desde a primeira vez que tive contato. O sax entrou na minha vida através do colégio interno: lá tinha uma banda de música de artes marciais, vi um saxofonista se destacando e me encantei pelo instrumento!

Você já tocou com grandes músicos. Conta para os nossos leitores como foi a sua experiência com eles.
Todas as oportunidades que tive de tocar com artistas consagrados eu aproveitei e aprendi muita coisa. Ganhei muita experiência, principalmente! A vida de shows na noite é uma escola. Já toquei com Ferrugem, Xande de Pilares, Fundo de Quintal, entre outros.

Chacal

E a carreira solo, como veio?
A carreira solo veio através do resultado que comecei a perceber quando tocava sozinho. Como as pessoas começaram a me elogiar muito e curtir o meu trabalho sozinho no palco, decidi apostar com tudo na carreira e parei de tocar como músico de bandas de artistas. Hoje, faço minhas participações sim, mas vivo como Chacal do Sax.

Você já passou por diversas casas de shows do Rio e já tem um grande destaque no cenário musical da cidade. Já está sentindo a fama?
Não me sinto famoso, acredita? Sou o mesmo cara de sempre. Mas vejo que o trabalho está sendo reconhecido e cresce cada vez mais. Isso me deixa muito feliz e grato, pois meus fãs alimentam o meu trabalho. E a minha alma. 

Você tem uma vasta experiência com o samba, mas também tem uma relação boa com outros ritmos. O que o público vai ouvir no seu show?
No meu show tenho um repertório eclético, procuro agradar a todos. Toco samba, funk, pagode, romântico. Sou um músico que quer deixar todos felizes ao saírem da minha apresentação. 

A agenda está lotada. Dá tempo de fazer planos para o futuro?
A agenda, graças a Deus está lotada sim, mas tenho planos em continuar estudando saxofone, claro. E ainda quero aprender teclado e canto. Estudar é essencial para crescer. Não devemos parar de estudar nunca! 

Qual a agenda para os próximos dias/ semanas?
Feijoada da vitória da Mangueira, dia 12 de março, na quadra da escola campeã do Grupo Especial 2016, com participação da Alcione, do Sombrinha, da banda Soul + Samba e muitas festas fechadas.

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