Show inédito “Desde que o Samba era Semba” chega ao Teatro João Caetano

Com roteiro de Haroldo Costa, espetáculo celebra o centenário do samba no Brasil

Em comemoração ao centenário do samba, nos dias 26 e 27 de fevereiro (sexta e sábado), chega ao palco do Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro o show inédito “Desde que o Samba era Semba”. Com pesquisa e roteiro desenvolvidos pelo historiador e jornalistaHaroldo Costa, direção musical de Eduardo Neves e sob a direção artística do músico Luiz De Filippo, o espetáculo é estrelado pelos cantores Sérgio Pererê e Carla Gomes, 10 músicos e um performer e revela a trajetória do samba desde sua origem, em Angola, onde nasceu como “Semba”, até a grande síntese cultural representada pelos enredos das escolas de samba brasileiras da atualidade.

O repertório do show passeia por sambas consagrados como, “Yaô”, de Pixinguinha; “Samba da Minha Terra”, de Dorival Caymmi; “Rugas”, de Nelson Cavaquinho; “Chega de Saudade”, de Vinicius de Morais e Tom Jobim; “Consolação” e “Canto de Ossanha”, de Baden Powell; “Timoneiro”, de Paulinho da Viola; “Desde que o Samba era Samba”, de Gilberto Gil; “Bom Tempo”, de Chico Buarque e tantos outros.

O roteiro do espetáculo se divide em três fases: a primeira, africana, se estende de sua origem em Angola até 1916, quando se registra a primeira gravação do samba “Pelo telefone”; a segunda, chamada “fase de ouro da música brasileira”, vai de 1916 a 1960; a terceira fase se estende da Bossa Nova até a grande síntese cultural representada pelos enredos das escolas de samba brasileiras da atualidade.

“Estamos muito felizes por conseguirmos realizar o show no Rio de Janeiro nesse ano tão especial para o samba”, comemora o músico mineiro Luiz De Filippo. O espetáculo teve sua estreia em 2012, no Teatro Sesc Palladium, em Belo Horizonte, onde foi muito bem recebido pelo público. Desde então, também foi apresentado em diversas cidades do interior de Minas Gerais e em casas como Teatro Bradesco, Cine Theatro Brasil Vallourec e no Teatro Manuel Franzen de Lima, em Belo Horizonte.

Com o apoio da FUNARJ, o show “Desde que o Samba era Semba” festeja a relação do samba com o homem. “O objetivo é não só comemorar, mas compartilhar os múltiplos aspectos da história do samba, servindo de base para a compreensão e a valorização da cultura popular brasileira em todo o mundo”, afirma Haroldo Costa.

Haroldo Costa (Foto: Jean Nunes)
Haroldo Costa (Foto: Jean Nunes)

Fase africana – De sua origem, no século XVII, a 1916
O roteiro tem seu início às margens do Rio Kwanza, em Angola, onde historiadores franceses registraram, no século XVII, a dança do “Semba”, que quer dizer “em torno do umbigo”, a dança da “umbigada”. No Brasil, o ritmo africano começa a ganhar, ao longo dos anos, outras cadências, até chegar em 1916, no samba amaxixado.

Fase de Ouro da Música Brasileira – De 1916 a 1960
A segunda fase inicia-se em 1916, com a gravação do samba Pelo Telefone, de Ernesto dos Santos, conhecido como Donga, em parceria com o jornalista Mauro de Almeida, também conhecido como o Peru dos Pés Frios. Concebido em uma roda de samba, entre improvisações e cadências, no famoso terreiro de candomblé da Tia Ciata, localizado na Praça Onze, no Rio de Janeiro, o samba só teve seu registro em 27 de novembro de 1916, graças ao maestro Pixinguinha, que escreveu a partitura.

Deste período, o show evidencia os grandes compositores de samba da chamada fase de ouro da Música Popular Brasileira, como Ary Barroso, Dorival Caymmi, Cartola, Noel Rosa, Nelson Cavaquinho, Ismael Silva. Também se destacam nessa fase os arranjos para orquestra do maestro Radamés Gnattali, que deixaram importante marca no sentido da evolução rítmica desse gênero musical no Brasil.

Da Bossa Nova ao Samba-Enredo das escolas de samba – De 1960 a 2016
A terceira fase começa com a gravação do samba “Chega de Saudade”, letra de Vinícius de Morais e música de Tom Jobim, gravado em 1959 por João Gilberto. Na sequência, compositores como Johnny Alff, Chico Buarque, Paulinho da Viola, Gilberto Gil, entre tantos outros, desenham a evolução do samba, até chegar ao sambódromo, palco iluminado do samba-enredo.

O show chega a 2016, ano em que se celebra o centenário do samba, comemorando essa belíssima trajetória e apresentando todo o esplendor do acervo musical do samba brasileiro, que de norte a sul do país é o ritmo da unidade nacional.

Sinopse
No ano do centenário do samba, o show celebra a trajetória do ritmo musical desde sua origem, em Angola, onde nasceu como “Semba”, até a grande síntese cultural representada pelos enredos das escolas de samba brasileiras da atualidade.

Serviço – “Desde que o Samba era Semba”:

Data: Dias 26 e 27 de fevereiro de 2016 (sexta e sábado)

Local: Teatro João Caetano

End: Praça Tiradentes, s/nº – Centro

Sitehttp://www.cultura.rj.gov.br/espaco/teatro-joao-caetano

Link do evento no sitehttp://www.cultura.rj.gov.br/evento/desde-que-o-samba-era-semba-no-teatro-joao-caetano

Abertura da Casa: 18 horas

Horário do show: 19 horas

Duração do show: 1h e 50 min.

Capacidade: 1.139 lugares

Tel para informações: (21) 2332-9257

Classificação etária: 12 anos

Preços: Balcão Nobre e Plateia: R$ 40,00 (inteira) e R$20,00 (meia) | Balcão Simples: R$ 20,00 (inteira) R$10,00 (meia)

Meia entrada, de acordo com o Decreto nº 8.537, de 5 de outubro de 2015.

Formas de pagamento: Cartões de débito ou dinheiro

Local de venda de ingressos: Através do site ingresso.com ou na bilheteria da casa, de terça a sábado, das 14 às 18h (ou até o horário do espetáculo)

Ficha Técnica – “Desde que o Samba era Semba”

Pesquisa e Roteiro – Haroldo Costa
Direção Artística – Luiz De Filippo
Direção musical e arranjos – Eduardo Neves
Assistente de direção e violão de 7 cordas – Rodrigo Torino
Voz – Sérgio Pererê e Carla Gomes
Cavaquinho e bandolim – Pablo Malta
Baixo – Guto Wirtt
Piano – Adriano Souza
Sax e flauta – Eduardo Neves
Trombone – Danillo Mendonça
Trompete – Ulisses Luciano
Bateria – Xande Figueiredo
Percussão – Daniel Guedes, Fábio Martins e Robson Batata
Performer – Artur Ranei
Cenário e figurino – Celestino Sobral
Criação de luz – Kalluh Araujo
Técnico de luz – Ivanir Avelar
Técnicos de PA – RW Som e Luz
Criação de imagem e operação de vídeo – Diogo Torino
Montagem de cenário – Celinho e Yuri Avelar
Fotografia – Jean Nunes e Samuel Macedo
Produção Executiva – Maria Rita Stumpf, Tânia De Filippo, Valéria Luna

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