Violência nas relações amorosas é apresentada de forma tragicômica na peça “Antologia do Remorso”

Com influência do cinema Noir e do universo rodrigueano, “Antologia do Remorso” prorroga temporada no Teatro Gonzaguinha após bem-sucedida temporada. Até 30 de agosto, sextas e sábados, às 20h e domingos, às 19h. Temporada popular. Gratuidade para participantes de projetos sociais de cultura e estudantes da rede pública. Estudantes de teatro a apenas R$1,00

Antologia do Remorso - Foto: Rodrigo Daboit

Antologia do Remorso é uma peça criada a partir de contos escritos por Flávia Prosdocimi, e apresenta casos de violência, discutindo a degradação das relações cotidianas. O espetáculo, tragicômico, é dirigido por Daniel Belmonte e apresenta dramas pessoais que se constroem e se dissipam rapidamente aos olhos do público. Após temporada bem-sucedida no SESC Tijuca, o espetáculo reestreia no Teatro Gonzaguinha, no Centro Municipal de Arte Calouste Gulbenkian, ficando em cartaz até 30 de agosto, sextas e sábados, às 20h e domingos, às 19h.

Encenados sem qualquer adaptação dramatúrgica, os contos se desenvolvem em cena a partir de jogos teatrais realizados pelos três atores (Elisabeth Monteiro, Gustavo Barros e Tiago d’Avila), que se alternam entre narradores e personagens, criando uma estreita relação de cumplicidade com os espectadores. Através desse universo lúdico, no qual ação e imaginação são mescladas continuamente, a peça constrói sua trama, dando origem a uma experiência teatral divertida e instigante.

Antologia do Remorso utiliza-se de pilares do universo rodrigueano, como a violência e os questionamentos morais, aliados a uma estética inspirada nos filmes Noir e nas histórias em quadrinhos.

Interpretada de forma leve pelos atores, a peça, irônica e ácida, coloca em perspectiva a tristeza fúnebre, analisando os desdobramentos das crises de forma sarcástica. Assim, o espectador é levado a um riso constante, mas nervoso, que provoca uma reflexão a respeito das questões abordadas.

Antologia do Remorso - Foto: Rodrigo Daboit
Antologia do Remorso – Foto: Rodrigo Daboit

SINOPSE
Antologia do Remorso é um espetáculo tragicômico criado a partir de contos literários que aborda a violência e a passionalidade das relações amorosas.

EQUIPE

Daniel Belmonte – Direção
Ganhou o prêmio de Melhor Diretor com a cena Purple-Drive no Festival Nacional de Teatro Universitário 2013 – FESTU. Escreveu e dirigiu a Peça Ruim, que esteve em cartaz nos teatros O Tablado, Café Pequeno, Maria Clara Machado- Planetário, além de ter se apresentado nos festivais X-TUDO CULTURAL, no SESI Centro e Mostra de Espetáculos FESTU, no Teatro Tom Jobim. Também dirigiu e adaptou a peça Uma Carta Perdida, que esteve em cartaz no Teatro Café Pequeno e foi indicada ao prêmio Botequim Cultural de melhor adaptação.

Como ator já se apresentou com o espetáculo Eu e os Meninos em cinco teatros diferentes (três temporadas, no Teatro dos Quatro, Teatro O Tablado e Teatro dos Grandes Atores e dois festivais, no SESI e CCBB). Esteve em cartaz com a peça Obsessão, indicada ao prêmio Shell de melhor texto e direção e ganhadora dos prêmios APTR e FITA de melhor texto.

Flávia Prosdocimi – Textos
Graduou-se em Teatro em 2007, pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e, em 2012, ingressou no curso de Roteiro da Escola de Cinema Darcy Ribeiro. Trabalhou com a concepção de diversas performances teatrais e, em 2010, teve sua primeira peça, “Sobre Nós”, encenada. Em 2011, tornou-se sócia da Pingo na Pia, empresa especializada na criação de novos conteúdos para

a web, para a qual produziu mais de 60 roteiros, alcançando mais de 3.000.000 de visualizações. É roteirista e seu último curta-metragem, “Repressão”, foi vencedor dos prêmios de 3º Melhor Curta, Melhor Cinematografia, Melhor Trilha Sonora Original e Melhor Uso Inovador de Elementos Criativos no “72 Horas Film Festival 2014”. 

Atualmente, é sócia da Amoreira Audiovisual e trabalha como produtora e criadora de novos formatos e conteúdos para web, TV e cinema. Como roteirista, Flávia prepara para 2015 dois roteiros de longa-metragem e uma série de TV.

Júlia Marina – Cenário e Figurinos
Formada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Católica do Rio de Janeiro, em 2008, foi assistente de Lídia Kosovski e Ney Madeira, nos anos de 2004 até 2008, a partir de quando passou a se dedicar à prática e aos estudos cenográficos. Assinou o figurino do espetáculo “Eu e os meninos” em 2010, cenário e figurino no espetáculo “Z.E. – Zena improvisadas” em 2007 a 2009, cenário “Peça Ruim” em 2014, cenário “Uma Carta Perdida” em 2014. Atualmente trabalha como assistente de cenografia na empresa Rede Record.

Tiago Mantovani – Iluminação
Com ampla experiência em teatro, Tiago Mantovani já assinou a iluminação de mais de 25 peças, dentre elas “Nelson Freitas e vocês”, dirigida por Chico Anysio, “Fala que é amor”, em parceira com os irmãos Ricardo Blat e Rogério Blat e “Homens santos e desertores” e “Il primo miracolo”, dirigidas por Ernesto Piccolo. Sob a direção de Jô Bilac, iluminou o espetáculo “Popcorn – Qualquer semelhança não é mera coincidência”. Em parceria com Luiz Paulo Nenem, iluminou “O homem travesseiro”, espetáculo dirigido por Bruce Gomlevsky indicado aos prêmios APTR e Shell 12/13.

Em parceria com Fernanda Mantovani, iluminou os espetáculos “É dos carecas que elas gostam mais”, “Sarjeta” e “A hora do poço ou a boca do céu”, este último indicado ao Prêmio Zilka Salaberry 13/14 na categoria melhor iluminação. Seus últimos trabalhos foram “Eu e Ela”, dirigido por Ernesto Piccolo e “Cinza”, um musical escrito e dirigido por Jay Vaquer.

ELENCO

Elisabeth Monteiro
Formada pela Escola Técnica de Teatro Martins Pena (2006) e graduanda no segundo período no curso de Bacharelado em Teatro  Univercidade, Elisabeth atuou nos espetáculos: “Pouco Amor Não é Amor”, “O Cavalo Mágico” (prêmio Zilka Sallaberry melhor cenário e indicação de melhor figurino), e “Nunca Se Sabe Quando Tudo Isso Pode Ser Fatal” dirigidos por Flávio Souza; “Criança Eu Quero Ser Quando Crescer”, e “Féna Parada” com direção de Ernesto Piccolo.

Tiago d’Avila
Ator formado pelo curso profissionalizante da C.A.L., e Bacharel em interpretação pela UNIRIO começou a trabalhar como ator em 2004, e dentre os trabalhos já realizados estão: “Lili uma história de circo” (indicado como melhor ator pelo prêmio Zilka Sallaberry 2014) com direção de Isaac Bernat; “Pequena Loja de Mistérios”, com direção de Marcos Voguel; “Rasga Coração”, e “Santos-Dumont: O homem voa! Uma aula mais leve que o ar”, com direção de Dudu Sandroni; “A tragédia de Ismene. Princesa de Tébas”, com direção de Moacir Chaves.

Gustavo Barros
Formado pela Escola Técnica de Teatro Martins Pena em 2005, Gustavo é ator, músico, contador de histórias, manipulador de bonecos e professor de Musicalização e teatro para crianças e adolescentes. Realiza diversos trabalhos como ator e músico desde 1996. Frequentou cursos como: Tablado (96/97) e Cal (94). Especializou-se em narrativa para crianças contando histórias desde 2005 em escolas, SESC’s, clubes e eventos através da sua própria Cia: “Pé do Ouvido”. Integrou a Cia Pequod de teatro de animação de 2007 a 2014. Principais trabalhos: “O Cavalo Mágico”, dirigido por Flavio Souza, “A Chegada de Lampião no Inferno”, “Peer Gynt”, “A Tempestade” dirigidos por Miguel Vellinho e “Quem Sabe Aqui” dirigido por Inez Viana.

PRODUÇÃO

Amoreira Cultural
A Amoreira Cultural foi criada em 2011 com o nome de “Pingo na Pia”. Neste mesmo ano, produziu o espetáculo “Sobre Nós”, de Flávia Prosdocimi, com a direção de Renan Mattos, que ficou em cartaz na Rampa – Lugar de Criação. Em 2012, passou a dedicar-se à criação de conteúdos inteligentes e bem humorados para o mercado da internet. Em 2013, lançou seu primeiro curta-metragem, “Obrigada por me deixar assim”, dirigido por Evandro Manchini. Entre 2013 e 2014, seu canal do YouTube alcançou cerca de 50.000 inscritos e mais de 3,2 milhões de visualizações através dos mais de 70 títulos produzidos, entre vídeos curtos e esquetes. Em 2014, lançou seu segundo curta-metragem, “Repressão”, dirigido por Felipe O’Neill e ganhador de quatro prêmios no 72 Horas Film Festival. Neste mesmo ano, a empresa passou a investir no mercado institucional, tendo produzido vinhetas para clientes como a Souza Cruz e a Secretaria Municipal de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro. Em 2015, após uma profunda reformulação interna, adotou o nome de Amoreira Cultural e direcionou suas atividades para a área de criação e desenvolvimento de projetos. Para 2015, prepara a produção e o lançamento do espetáculo “Cena de Crime”, além do desenvolvimento de dois roteiros de longas-metragens e uma série de TV.

FICHA TÉCNICA
Textos: Flávia Prosdocimi
Direção: Daniel Belmonte
Elenco: Elisabeth Monteiro, Gustavo Barros e Tiago d’Avila
Iluminação: Tiago e Fernanda Mantovani
Cenário e Figurino: Julia Marina
Trilha Sonora: Daniel Belmonte
Direção de movimento: Milene Pimentel
Preparação Vocal: Verônica Machado
Design Gráfico: Samuel Sajo
Redes Sociais: Bruna Jardim
Fotos: Rodrigo Daboit
Visagismo: Rafa Monteiro
Operação de Som: Julianna Firme
Operação de Luz: Tiago Mantovani 
Cenotécnico: Genésio Machado
Costureira: Selma Mantovani
Produção: Flávia Prosdocimi e Tiago Mantovani

SERVIÇO

Teatro Gonzaguinha | Centro Municipal de Arte Calouste Gulbenkian | Rua Benedito Hipólito, 125 – Cidade Nova | Tel.: (21) 2224-3038 – Estacionamento gratuito no local (funcionamento a partir de 1 hora antes do espetáculo)

De 3 de julho a 30 de agosto (sex e sab às 20h e dom às 19h)

Gênero: Tragicomédia

Classificação: 14 anos

Lotação: 130 lugares

Duração: 60 minutos

R$20,00 (inteira) | R$10,00 (meia)

Gratuidade para participantes de projetos sociais de cultura e estudantes da rede pública

Estudantes de teatro de qualquer instituição | R$1,00 (um real)

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